Um grupo de cientistas criou uma impressora 3D para fabricar estruturas de cartilagem, osso e músculo destinadas a transplantes.

O grupo, que já conseguiu produzir uma orelha com o novo material, está testando a técnica em animais de laboratório, e espera conseguir empregá-la em humanos no futuro.

Os resultados preliminares foram descritos estudo publicado nesta segunda-feira (15) pela revista “Nature Biotechnology”.

Os órgãos impressos pela nova máquina na verdade são estruturas porosas especiais onde células humanas são capazes de penetrar. O material, que possui pequenos canais, permite ao tecido vivo do próprio organismo começar a se moldar e formar uma estrutura nova.

“Esses canais permitem que nutrientes e oxigênio do corpo se difundam para dentro das estruturas e as mantenham vivas, enquanto elas desenvolvem um sistema de vasos sanguíneos”, afirmou um comunicado divulgado pelos cientistas do Centro Médico Batista Wake Forest, da Carolina do Norte (EUA), responsáveis pelo trabalho.

Esses moldes biológicos criados pelo grupo, como a orelha exibida agora, são produzidos a partir de informações digitais obtidas por técnicas de imagem como a tomografia computadorizada. O grupo também já criou um fragmento de mandíbula com a mesma técnica.

A ideia é que a armação de polímeros e plásticos especiais que dão forma ao novo órgão, depois, desapareça e dê lugar apenas a tecidos originados no organismo da pessoa transplantada.

Não é a primeira vez que o uso desse tipo de molde biológico é empregado na regeneração de órgãos, mas tentativas anteriores de usar a impressão 3D não obtiveram sucesso, porque o material produzido não tinha rigidez suficiente, afirmam os pesquisadores.
A agência britânica Ordnance Survey (OS) divulgou um mapa inédito de Marte. Esta é a primeira vez que a organização especializada em mapeamentos traçou o território de um outro planeta. Dados abertos da Nasa, a agência espacial americana, serviram de base para o trabalho, que foi publicado na conta da agência no portal Flickr.
O mapa teve uma única cópia impressa para um cientista britânico que participa do planejamento do envio de um veículo de exploração a Marte em 2019.
Elevações e escalas 
"Foi um pouco difícil a princípio interpretar os dados para decifrar as elevações, escalas e assim por diante", disse o cartógrafo Chris Wesson. "Mas o processo físico de confecção do mapa foi quase idêntico ao de um mapa da Terra ou de qualquer outro já feito pela OS." Foi mapeada uma área de 10 milhões de km2 – ou cerca de 7% da superfície marciana.
Wesson diz que consegue imaginar um futuro astronauta usando uma cópia do mapa - talvez em uma versão digital - quando estiver explorando Marte.

'Fascinante'
"Há grandes áreas que pareciam ser planas, mas na verdade são bem montanhosas e desniveladas. Essa foi a parte mais difícil do mapa: mostrar isso, mas sem perder sua proporção em relação a essas gigantescas crateras."
A agência produziu o mapa a pedido de Peter Grindrod, da Universidade de Londres. Ele está ajudando a planejar o pouso do veículo European ExoMars, previsto para o início de 2019.
Grindod diz ter sempre admirado os mapas da OS por incluírem muita informação sem se tornarem complexos de mais para ler. "É maravilhoso ver o mesmo estudo aplicado a Marte, especialmente a uma região tão fascinante daquele planeta", afirma Grindrod.



Foi confirmada a existência das ondas gravitacionais, um fenômeno que representa um importante passo na descoberta do cosmos. Um grupo de cientistas do Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory (LIGO) anunciou, nesta quinta-feira, que conseguiram confirmar a teoria do físico Albert Einstein sobre a existência das ondas gravitacionais, capazes de ondular o tecido espaço-tempo, uma parte da Teoria da Relatividade do cientista, de 1916.
Em coletiva de imprensa às 10h30 (13h30 no horário de Brasília), a equipe do LIGO informou que descobriu ondulações no espaço-tempo criadas pela colisão de dois buracos negros maciços, de 150 km de diâmetro cada um, acelerando à metade da velocidade da luz. As ondas criadas a partir da fusão dos dois buracos negros viajam a 1,3 bilhões de anos e esticam o espaço em uma direção e o apertam em outra. Consequentemente, fazem isso também com tudo o que há dentro dele, já que se espalham por todo o universo.
“Nós detectamos ondas gravitacionais” disse David Reitze, diretor executivo do LIGO, recebendo uma demorada salva de palmas de todos na coletiva.
A comunidade científica internacional é unânime em considerar que a descoberta é uma das maiores das últimas décadas e é a favorita para ganhar o próximo Prêmio Nobel. O achado é chamado por alguns de o Santo Graal dos físicos modernos.
Ulrich Sperhake, físico teórico da Universidade de Cambridge que estuda a relação entre ondas gravitacionais e buracos negros, foi taxativo:
“Isto nada mais é senão o início de uma nova era na astronomia observacional gravitacional”.

As ondas gravitacionais são pequenas ondulações provocadas no tecido do espaço-tempo quando um corpo com massa é acelerado – resultam dos maiores cataclismas dos universo, como a colisão de dois buracos negros. Ou seja, a teoria pode ser comparada às ondas que se formam na água, quando se atira uma pedra. As ondas em si nunca foram vistas, mas foram previstas por Einstein. Um século depois ainda tinha sido possível demonstrar a teoria do cientista tinha razão.


Pesquisadores britânicos disseram ter resolvido o mistério de como bactérias captam luz e se movem em direção à ela: o organismo todo age do mesmo jeito que um olho humano.
Estudando uma bactéria unicelular que vive em lagos, os biólogos da Universidade Queen Mary, em Londres, observaram como raios de luz atingiam a superfície esférica da bactéria e se desviavam na direção de um ponto do outro lado da célula.
O micróbio se movia na direção do foco da luz.
Apesar de ter apenas três micrômetros (0,003 mm) de diâmetro, a bactéria usada no estudo usa os mesmos princípios físicos do olho humano ou de uma câmera.
De acordo com os cientistas, isto faz com que elas sejam "provavelmente o menor e mais antigo exemplo no mundo" de uma lente.
A cianobactéria, incluindo a espécie Synechocystis usada no estudo, é uma forma de vida antiga e abundante. Elas vivem na água e conseguem energia através da fotossíntese.
"(A bactéria) Tem um jeito de detectar de onde a luz vem; sabemos disso por causa da direção na qual ela se move. Isso nos intrigou pelo tamanho das células que são muito, muito pequenas", disse Conrad Mullineaux, da Universidade Queen Mary, de Londres.
O estudo foi publicado na revista especializada eLife.
Por acaso
Mullineaux disse à BBC que a equipe fez a descoberta graças a uma observação feita por acaso em um microscópio.
"Notamos isto por acidente, pois tínhamos células em uma superfície e jogamos luz sobre um lado dela para observar o movimento."
"De repente, vimos estes pontos de luz focada (no outro extremo da célula) e pensamos 'diabos!'. Imediatamente ficou muito óbvio o que estava acontecendo", acrescentou.
Mullineaux afirmou ser incrível que, em mais de três séculos de exames em bactérias e outros micro-organismos nos microscópios, ninguém tivesse percebido isso antes.
"Depois (da descoberta) parece muito, muito óbvio."
Para confirmar e descrever a "visão" do organismo unicelular, Mullineaux trabalhou com outros cientistas britânicos, da Alemanha e Portugal em uma série de experimentos.
Teste com laser
Além de pesquisar - usando diferentes tipos de microscópios - a habilidade da bactéria de focalizar na luz, os cientistas também usaram um raio laser para examinar com mais exatidão como diferentes tipos de luz afetam o comportamento da bactéria.
Com o raio laser focalizado sobre o centro de uma placa de Petri, a equipe lançou uma luz mais forte de um outro lado sobre as células de Synechocystis.
As bactérias se moviam na direção da primeira luz, com o foco sendo projetado sobre a parte de trás de sua célula, mas assim que elas cruzavam com o outro raio - mais forte - elas se desviavam passavam a seguir na direção oposta a esta segunda luz.
"Assim que o laser atingiu um lado da célula, elas se moviam para o outro lado. Elas mudaram de direção", afirmou Mullineaux.
Ou seja: uma luz mais forte focada em um lado das bactérias faz com que elas se movimentem para o outro lado - em circunstâncias normais elas se moveriam em direção à luz.
Os cientistas dizem que, pelo fato de uma quantidade pequena de luz estar cercando cada micróbio, ele passa a ter uma "imagem em 360 graus" do ambiente que o cerca focado sobre o lado interno da membrana da célula.
A imagem é muito difusa, com uma resolução de cerca 21 graus, comparados aos 0,02 graus de precisão de nossos olhos, mas é suficiente para que as moléculas fotorreceptoras, embutidas nas membranas da célula, pudessem guiar os movimentos da bactéria.
A equipe afirma que as descobertas provavelmente podem ser aplicadas a muitas espécies de pequenas bactérias, mas mais pesquisas serão necessárias para descobrir se e como o sistema funciona em bactérias que não são esféricas.
Os cientistas já sabem que outros organismos maiores já usam alguns mecanismos para determinar a direção da luz, como grupos de células que captam a luz.
Mas o sistema de rastreamento da luz da Synechocystis é mais impressionante por se tratar de um organismo incrivelmente pequeno e simples e que os pesquisadores não conseguiam explicar antes.
"Este era um mecanismo que estava faltando. Não sabíamos e é uma demonstração muito elegante - e surpreendente", disse à BBC Gaspar Jekely, do Instituto de Biologia Evolucionária Max Planck, na Alemanha, especialista no processo no qual organismos simples se movem em direção ou para longe da luz.
"A cianobactéria tem 2,7 bilhões de anos, então é muito mais antiga que o olho de qualquer animal. Presumimos que este mecanismo existe há muito tempo", acrescentou.

China constrói maior radiotelescópio do mundo para detectar vida extraterrestre

Disco terá 500 m de diâmetro e estrutura tirará proveito de cavidade natural para posicionar antena em ângulo de 40 graus

15/10/2015 - 16h08min
China constrói maior radiotelescópio do mundo para detectar vida extraterrestre BBC/BBC
A estrutura terá um diâmetro de 500 metros Foto: BBC / BBC

A China está construindo o maior radiotelescópio do mundo na província de Guizhou, no sudoeste do país.
Uma vez pronta, espera-se que a estrutura permita detectar sinais de rádio ─ potenciais indícios de vida extraterrestre - em até 1 milhão de estrelas e sistemas solares.

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As obras, que começaram em junho de 2011, devem terminar em setembro do ano que vem, a um custo estimado de US$ 110 milhões (R$ 420 milhões).

Feito com um drone, o vídeo abaixo mostra a dimensão da construção:


O Radiotelescópio Esférico de 500 metros de Abertura (ou FAST, na sigla em inglês) terá 4,6 mil painéis triangulares e será semelhante ao Observatório Arecebibo, em Porto Rico, pois usará uma cavidade natural (conhecida como "karst") para dar suporte ao disco do telescópio.

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Atualmente, o Observatório Arcebibo é atualmente o maior do mundo, com 305 metros de diâmetro.
Como o nome sugere, a estrutura terá um diâmetro de 500 metros.
A China espera que a alta precisão do radiotelescópio permita aos astrônomos estudar a Via Láctea e outras galáxias, além de detectar estrelas a milhões de distância da Terra.

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Espera-se também que a estrutura funcione como uma poderosa estação terrestre para missões espaciais.
Vida extraterrestre
A maior expectativa, no entanto, é de que o radiotelescópio potencialize as buscas por vida extraterrestre.
Em julho deste ano, a Nasa, agência espacial americana, anunciou a descoberta do Kepler 452-B, um planeta com características semelhantes às da Terra e cuja proximidade com o Sol é ideal para apoiar uma atmosfera e água no estado líquido.

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Segundo especialistas, porém, ainda não é possível detectar sinais de rádio, ou potenciais indícios de vida extraterrestre, com a infraestrutura disponível atualmente.
Eles acreditam, contudo, que o cenário se modifique com o início das operações do FAST – cuja área ocupa o equivalente a 30 campos de futebol.
Estrutura
O radiotelescópio vai usar uma superfície ativa que se ajusta para criar parábolas em diferentes direções, com um disco de 300 metros de diâmetro.
Isso significa que a estrutura não vai apontar diretamente para cima, mas permitirá observar o céu a um ângulo de 40 graus.
A depressão Karst, onde o radiotelescópio está sendo construído, é grande o suficiente para acomodar a estrutura de 500 metros de diâmetro e permitir que ela seja posicionada a um ângulo de 40 graus.
Segundo os responsáveis pela construção, o refletor principal irá corrigir o desvio esférico do chão sem sistemas de alimentação complexos.
Nascido em 1976, o armênio Suren Manvelyan começou a fotografar quando tinha dezesseis anos e tornou-se um fotógrafo profissional em 2006. Seus interesses fotográficos vão desde macro a retratos, passando por projetos criativos, paisagens e muito mais. Algumas fotos de Manvelyan foram publicadas em diversas revistas e jornais na Armênia e no mundo inteiro.
Seu projeto intitulado “Your beautiful eyes” (“Seus belos olhos”, em tradução livre) atualmente ocupa o posto de projeto mais visto de todos os tempos no site Behance, com mais de 4 milhões de visualizações, e é o segundo projeto mais “apreciado” de todos os tempos, com 88,5 mil “curtidas”.
Paralelamente à fotografia, ao longo dos últimos dez anos Manvelyan também se dedicou a ensinar física, matemática, geometria projetiva e astronomia na Escola Waldorf Yerevan, em seu país natal. Entre 1997 e 2011, ele atuou como pesquisador científico do Instituto de Pesquisas Físicas da Academia Nacional de Ciências.
Em 2001, ele recebeu seu PhD em Física Teórica da Universidade Estadual Yerevan, onde sua pesquisa focava no caos quântico. Ele recebeu o President Award da República da Armênia no ano seguinte por seu trabalho de pesquisa no domínio das tecnologias quânticas.
Abaixo, você encontrará 5 cliques do popular álbum dedicado à fotografia macro do olho humano. Para ver toda a galeria, clique aqui e para saber mais sobre o trabalho de Manvelyan, confira sua página no Facebook. [Twisted Sifter]









Depois de tantas formas esquisitas sendo apontadas por internautas como sinais de vida em Marte, é a vez dos cientistas apresentarem sua proposta. Desta vez, pode ser uma pista real para a vida em Marte.
Em 2008, o rover Spirit capturou uma imagem de depósitos minerais que se parecem com “couves-flores” perto da cratera Gusev.
Comparando com o que pode ser encontrado no Chile, os cientistas estão achando que estes depósitos minerais são o que sobrou da vida em Marte.
Os responsáveis pela afirmação são o geólogo planetário Steven Ruff e o geobiólogo Jack Farmer, ambos da Universidade do Estado do Arizona, em Tempe. Eles encontraram uma semelhança entre estas “micro protrusões de sílica” e estruturas encontradas nas regiões áridas de El Tatio, no deserto do Atacama, Chile. O estudo apresentando a especulação dos cientistas foi publicado alguns meses atrás no American Geophysical Union.
Cerca de 3 bilhões de anos atrás, Marte possuía regiões ricas e gêiseres hidrotermais, entre elas a região das protrusões de sílica, próxima à cratera Gusev. Esse cenário é igual ao da região de El Tatio, que tem pelo menos 80 gêiseres ativos.
Aliás, a região é tão parecida com Marte que a NASA a utiliza para testar equipamentos. Por exemplo, a altitude faz com que a região receba muita radiação ultravioleta, além de receber muito pouca chuva, menos de 100 mm por ano, e ter uma temperatura que varia entre -25° C e 45° C.
Próximo aos gêiseres de El Tatio, os pesquisadores encontraram estruturas semelhantes às “couves-flores” marcianas, de origem microbiana. Comparando as estruturas do Atacama com as estruturas de Marte, eles sugerem que ambas têm origem similar – atividade microbiana.
Infelizmente, essa ainda não é uma descoberta, é só um “pode ser que seja”. Um dos problemas é que é difícil provar a biologia a 54,6 milhões de km de distância. Por enquanto, o melhor que podemos fazer é comparar o que encontramos em Marte com o que temos na Terra. 

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