A Petrobras adquiriu de maneira direta, sem licitação, quase metade (45,2%) dos bens e serviços que comprou entre 2011 e 2014, mostra uma auditoria do Tribunal de Contas da Uniãox (TCU) divulgada nesta quarta-feira (17). Foram R$ 166,7 bilhões em gastos diretos no período.

A auditoria aponta ainda que, dos R$ 200,2 bilhões em contratos feitos com licitação entre 2011 e 2014, 99%, ou seja, R$ 200 bilhões, foram por meio de carta-convite, um sistema simplificado em que a própria contratante (no caso, a Petrobrasx) escolhe as fornecedoras que vão disputar a venda.

O relatório da editoria foi analisado nesta quarta pelo plenário do tribunal, que relacionou a falta de licitação na Petrobras ao escândalo de corrupção envolvendo a estatal e que vem sendo apurado pela operação Lava Jato.

Os métodos adotados pela Petrobras para fazer suas compras são há anos questionados pelo TCU. O tribunal quer que a estatal respeite a Lei de Licitações, mas a empresa já conseguiu na Justiça mais de uma dezena de mandados de segurança que permite a ela descumprir essas decisões.

A Petrobras se apoia em um decreto de 1998, editado durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que regulamenta o procedimento simplificado utilizado pela estatal para contratar bens e serviços.

O plenário aprovou nesta quarta acórdão em que determina à Petrobras que observe as normas gerais de licitação para escolher o tipo de processo que adotará em suas compras.
O principal índice da Bovespa fechou em alta nesta segunda-feira (15) pós-carnaval, amparado no quadro externo favorável, alta nas commdities e com notícias corporativas no radar, mas a liquidez tendia a ser reduzida em razão de feriado nos Estados Unidos.
O principal índice de ações da bolsa, o Ibovespa, subiu 0,72%, aos 40.092 pontos. Veja a cotação. No mês, a bolsa acumula queda de 0,77%. Em 2016, há desvalorização de 7,51%.
A Vale fechou com as ações preferenciais (que dão preferência na distribuição de dividendos) em alta de 3,04%, diante da forte alta dos preços do minério de ferro na China na volta do feriado chinês em razão das comemorações do ínicio do Ano Lunar.
A Petrobras fechou com as preferenciais em alta de 1,57%, seguindo a trajetória ascendente dos preços do petróleo no exterior . Cenário externo A decisão do banco central chinês de deixar o iuan se valorizar fortemente proporcionava um tom de modo geral positivo em bolsas externas nesta sessão, também marcada por alta de commdities, segundo a Reuters.
A recuperação de bancos na Europa também amparava os negócios. O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações do continente, fechou em alta de 2,88%, aos 1.267 pontos. A ausência de Wall Street em razão do feriado norte-americano do Dia dos Presidentes, contudo, deixava a Bovespa sem seu principal referencial.
Bitcoin é apenas digital, não existe uma moeda física como esta.
 Em algum momento, muitas pessoas já ouviram falar de Bitcoin, seja na internet, numa matéria de jornal ou ouviu de outra pessoa, no entanto não tem muita noção do que se trata e por isso gostariam de saber mais a respeito. A seguir, citamos 10 coisas importantes que você precisa e deve saber sobre Bitcoin.

1. Um dos maiores avanços na área tecnológica é a introdução da moeda digital.
Uma das mais conhecidas delas é chamada de Bitcoin. Esta moeda digital foi criada em 2009, e foi a primeira a surgir. Ao contrário das moedas padrão chamadas fiat, o Bitcoin não é uma moeda física; consiste inteiramente de código de computador.

2. O criador do bitcoin usou o nome Satoshi Nakamoto.
Este pode ser um pseudônimo de uma única pessoa, um grupo ou até mesmo de uma empresa, ninguém sabe ao certo de quem se trata. Ativo no desenvolvimento, Nakamoto desapareceu em 2010 no anonimato e nunca foi descoberto desde então. Desconhecemos se Nakamoto ainda está envolvido com o Bitcoin; cerca de 1 milhão de dólares em Bitcoin estão em poder de Nakamoto.

3. Para manter o Bitcoin, você precisa de uma carteira digital.
Isso é semelhante a uma carteira física na medida em que é um lugar seguro para guardar seu dinheiro. A carteira digital do Bitcoin inclui um identificador único que associa seu Bitcoin a você e outras pessoas não podem acessá-lo sem a sua permissão. Por isso a segurança é algo muito sensível e que precisa ser levando em consideração.

4. Para receber Bitcoin, você informa seu endereço único para o remetente.
Isto é semelhante ao PayPal, exceto que o PayPal usa endereços de e-mail, enquanto Bitcoin usa endereços de carteiras. Também é possível para uma pessoa ter vários endereços bitcoin diferentes, um para cada ocasião. Você pode receber Bitcoin como forma de pagamento, você pode comprá-los através de uma exchange, ou você pode minerar, algo praticamente impraticável hoje em dia devido a dificuldade da mineração. Uma boa forma de obter Bitcoin é oferecendo seus produtos ou serviços recebendo pagamento em Bitcoin.
5. Você pode gastar bitcoin através de diversos maneiras.
Sim, é verdade, não há muitos lugares onde você pode gastar seus Bitcoin, no entanto já alguns varejistas que passaram a receber Bitcoin como forma de pagamento, e há várias instituições de caridade que agora aceitam doações Bitcoin.

6. Mineração Bitcoin é o termo dado ao processo de cálculo de um problema de matemático extremamente complexo, e quando a resposta é encontrada, bitcoins são distribuídos entre os mineradores envolvidos.
No início, um único computador era suficiente, mas como os problemas se tornaram mais complexos, melhores hardwares tornaram-se necessários. Atualmente é necessário ou se juntar a um grupo de mineração (pool) ou obter equipamento especializado para mineração de Bitcoin.

7. O que faz o Bitcoin especial é o seu anonimato.
Ao contrário de outras operações, nenhuma informação pessoal é compartilhada em negociações envolvendo Bitcoin. Não é necessário saber os nomes, locais, endereços de email, etc, de pessoas negociando bitcoin. Desde que se tornou popular, tem surgido outras moedas digitais criadas, incluindo Litecoin, Dogecoin, BrCoin entre outras centenas.

8. Bitcoin double spend (duplo gasto)
Como a moeda é digital, é possível copiá-lo e usá-lo mais de uma vez em transações, é como se você efetuasse dois pagamentos usando a mesma moeda. No entanto, as transações bitcoin são sempre verificadas em uma lista pública, o que impede este tipo de fraude, ou pelo menos minimiza a quase zero.

9. A razão para a criação do Bitcoin foi para arrancar o poder dos banqueiros centrais e do estado.
Uma vez que essas entidades não têm poder algum sobre Bitcoin, o Bitcoin devolve o poder e a liberdade ao povo.

10. Se você vai ou não optar por investir em Bitcoin é escolha inteiramente sua.
O Bitcoin ainda é relativamente novo, e relativamente volátil. Embora seu valor tenha se valorizado muito desde a sua criação, não há garantias. Decida por si mesmo se você quer correr o risco.

Num dia de oscilações no mercado financeiro, a moeda norte-americana voltou a superar R$ 3,90, mas encerrou a semana em queda. O dólar comercial fechou esta sexta-feira (5) vendido a R$ 3,91, com alta de R$ 0,016 (0,41%). Na quinta-feira (4), a cotação tinha fechado em R$ 3,894, no menor nível do ano. 

Apesar da alta, o dólar fechou a semana com queda de 2,84% e acumula queda de 0,96% no ano. A cotação oscilou ao longo de todo o dia. Depois de abrir em queda, a divisa chegou a ser vendida a R$ 3,871 por volta das 11h30. A partir das 12h, no entanto, inverteu-se a tendência e a moeda passou a subir. Na máxima do dia, por volta das 14h, chegou a ser vendida a R$ 3,923. 

No mercado de ações, o Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou o dia com pequena queda, após operar com leve alta durante quase toda a sessão. O indicador encerrou esta sexta-feira com queda de 0,56%, aos 40.592 pontos. As ações da Petrobras, que tinham subido fortemente ontem, caíram 4,2% (papéis ordinários, que dão direito a voto em assembleia de acionistas) e 4,02% (papéis preferenciais). 

No cenário exterior, o dia foi marcado pela divulgação de números contraditórios sobre a economia dos Estados Unidos. Em janeiro, o setor privado norte-americano criou 151 mil empregos, abaixo do esperado pelos analistas. No entanto, a taxa de desemprego caiu para 4,9%, a menor desde fevereiro de 2008, antes do colapso do crédito imobiliário nos Estados Unidos. 

A demora na recuperação da maior economia do planeta favorece países emergentes. Dados com desempenho abaixo do esperado indicam que o Federal Reserve (Banco Central norte-americano) manterá por mais tempo os juros básicos dos Estados Unidos entre 0% e 0,25% ao ano. Taxas baixas desestimulam a fuga de capitais de países com juros altos, como o Brasil, impedindo que o dólar suba continuamente. 
Além dos gastos exorbitantes com o valor da gasolina comum, que beira R$ 4 o litro, andar de carro em Brasília e usar uma vaga em estacionamento privado está cada vez mais caro. Levantamento feito pelo Correio nos shoppings centers e no Setor Hospitalar Sul mostra que os reajustes, ao longo do ano passado, chegaram a 25%, considerando a permanência de 1h em alguns estabelecimentos e o índice de inflação de 10,67%. Como o mercado é livre, os preços não podem ser controlados. Cabe aos motoristas decidirem se pagam até R$ 12 a hora para parar o veículo nesses locais.

Nem governo, nem órgãos de defesa do consumidor podem intervir nos valores. Por se tratar de uma relação de consumo, as empresas ajustam as tabelas como querem. As vagas públicas da capital do país são disputadas por motoristas, como a recepcionista Talyane Moreira, 26 anos. “Recentemente, paguei R$ 20 por quase 2h em um estacionamento. Os preços são absurdos”, reclama. Diante disso, ela prefere parar o carro fora dos estabelecimentos comerciais. “Dentro do estacionamento privado, existe uma certa segurança, mas, diante dos custos, eu busco parar na área externa. Apenas me atento se o local é movimentado”, completa.

O problema é que, diante da dificuldade de encontrar vagas públicas, em muitos casos não sobra alternativa. A psicóloga Roberta Pires Ferreira, 33, gastou R$ 40 para manter o carro por cerca de 2h30 em um centro comercial. “Está tudo caro. Uso pela segurança e conforto. Se não fosse tão arriscado parar em alguns locais, nem entraria nos estacionamentos privados”, comenta. Os shoppings da zona central de Brasília cobram desde R$ 0,10, o minuto, a R$ 0,13. No Setor Hospitalar Sul, não é diferente. Por lá, se encontra vagas com valores do minuto entre R$ 0,10 e R$ 0,20. “Não temos alternativas. Os mais baratos ficam cheios”, queixa-se Carlos Avelar, 52. O militar permaneceu 1h e teve de desembolsar R$ 21.

Lei derrubada

Não há um sindicato das empresas que administram estacionamentos no DF. Os empresários do setor são representados por uma comissão. Segundo um dos representantes dela, Jader Rodrigues, os valores se baseiam nos custos fixos dos estabelecimentos. “Isso envolve questões contratuais e gastos com aluguel, apólice de seguros, IPTU, entre outros.”

O presidente do Sindicato dos Empregados em Estacionamentos e Garagens do DF (Seeg-DF), Raimundo Domingos, rebate o argumento. “Eles estão colocando todo esse lucro no bolso deles. Aplicam reajustes para enriquecer ainda mais às custas dos funcionários”, diz. No ano passado, a categoria reivindicou 15% de aumento, mas conseguiu 9,6%, com piso salarial de R$ 942,50. Segundo Raimundo, todos os anos, ocorrem reajustes aos consumidores que chegam a 40%.

Em 2011, a Câmara Legislativa tentou diminuir os custos para os clientes, com a Lei Distrital nº 4.624. A norma estabeleceu critérios para isentar consumidores da cobrança pelo uso de estacionamentos particulares em centros comerciais. Segundo a legislação, passaria a ser gratuita a permanência do veículo por até 1h em shoppings e hipermercados. Após esse período, clientes que comprovassem gasto duas vezes superior ao valor da garagem ficariam dispensados do pagamento. Porém, em agosto daquele ano, centros comerciais conseguiram liminares garantindo a restituição da cobrança pelo uso das vagas. A proposta acabou derrubada pela Justiça.

Um dia depois de bater recorde, a moeda norte-americana fechou com forte queda. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (22) vendido a R$ 4,111, com queda de R$ 0,055 (1,32%). Apesar da queda de hoje, a cotação fechou em alta pela quarta semana consecutiva.
Ontem (21), o dólar tinha fechado em R$ 4,166, na maior cotação desde a criação do real, em 1994. Hoje, a moeda operou todo o dia em queda. A divisa acumula alta de 1,6% na semana e de 4,12% em 2016.
A alta do dólar ontem ocorreu após a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de manter a taxa Selic – juros básicos da economia – em 14,25% ao ano. Juros mais baixos deixam de atrair capitais financeiros para o país, pressionando para cima a cotação do dólar.
O dia também foi de recuperação na bolsa de valores. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 0,81% nesta sexta-feira, encerrando em 38.021 pontos. As ações da Petrobras, que ontem tiveram forte alta, recuaram levemente hoje.

Cenário internacional

A queda do dólar foi influenciada por certo otimismo no mercado externo, devido à recuperação dos preços do petróleo e expectativas de novos estímulos econômicos na zona do euro.
"Bolsas, moedas e commodities se recuperam na última sessão da semana", escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em nota a clientes. "Ainda que não acreditemos que se trata de um alívio duradouro, deve ser capaz de encerrar melhor a semana, que continuou apresentando elevada volatilidade dos ativos de risco".
Os preços do petróleo subiam nesta sessão, com uma frente fria nos Estados Unidos e na Europa gerando expectativas de maior procura pelo combustível. A queda do petróleo nas últimas sessões vinha fazendo com que os investidores evitassem colocar dinheiro em negócios de maior risco e em países muito dependentes de matérias-primas, como o Brasil.
A recuperação do otimismo nos mercados mundiais vinha também após o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmar que o banco vai revisar sua política econômica em março, gerando expectativas de mais estímulos por lá.

Cenário brasileiro

A controversa decisão do Banco Central brasileiro de manter os juros básicos nesta semana desencadeou forte pressão sobre os negócios brasileiros e deve manter elevada a instabilidade no mercado local.
"Não dá para virar a página e começar do zero, o mercado ainda está muito desconfortável com toda a incerteza que veio com a decisão do BC", disse o operador de uma corretora nacional à agência de notícias Reuters.

Atuações do BC

Nesta manhã, o Banco Central fez mais um leilão de rolagem dos swaps (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em 1º de fevereiro, com oferta de até 11,6 mil contratos.
Esses leilões servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.

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