Reprodução: Marty McFly e Doc Brown - Back to the Future (1985).

Seguindo a lógica e as possibilidades do desenvolvimento da ciência nos últimos 100 anos, as ondas gravitacionais podem tomar o mesmo rumo das ondas eletromagnéticas - no dia 29 de novembro de 1888, o físico alemão Heinrich Hertz conseguiu provar a existência das ondas eletromagnéticas. 

Com a detecção das ondas gravitacionais, já haviam algumas teorias em torno dessa dinâmica, como viabilizar viagens no tempo, por exemplo. Muitos cientistas, inclusive brasileiros, acreditam na interação das ondas gravitacionais no tempo.

Odílio Dênis de Aguiar, pesquisador do INIPE, ressalta que o uso das ondas gravitacionais podem seguir o rumo das ondas eletromagnéticas, levando em consideração que quando descobertas as ondas eletromagnéticas não tinham utilização alguma. Hoje em dia utilizamos até no banho.

O som das ondas gravitacionais (Frequência Hz)  




Confira o pronunciamento oficial:

"The National Science Foundation (NSF) has announced the detection of gravitational waves by the Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory (LIGO), a pair of ground-based observatories in Hanford, Washington, and Livingston, Louisiana.

Albert Einstein predicted the existence of gravitational waves in his general theory of relativity a century ago, and scientists have been attempting to detect them for 50 years. Einstein pictured these waves as ripples in the fabric of space-time produced by massive, accelerating bodies, such as black holes orbiting each other. Scientists are interested in observing and characterizing these waves to learn more about the sources producing them and about gravity itself.

The LIGO detections represent a much-awaited first step toward opening a whole new branch of astrophysics. Nearly everything we know about the universe comes from detecting and analyzing light in all its forms across the electromagnetic spectrum – radio, infrared, visible, ultraviolet, X-rays and gamma rays. The study of gravitational waves opens a new window on the universe, one that scientists expect will provide key information that will complement what we can learn through electromagnetic radiation."




Foi confirmada a existência das ondas gravitacionais, um fenômeno que representa um importante passo na descoberta do cosmos. Um grupo de cientistas do Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory (LIGO) anunciou, nesta quinta-feira, que conseguiram confirmar a teoria do físico Albert Einstein sobre a existência das ondas gravitacionais, capazes de ondular o tecido espaço-tempo, uma parte da Teoria da Relatividade do cientista, de 1916.
Em coletiva de imprensa às 10h30 (13h30 no horário de Brasília), a equipe do LIGO informou que descobriu ondulações no espaço-tempo criadas pela colisão de dois buracos negros maciços, de 150 km de diâmetro cada um, acelerando à metade da velocidade da luz. As ondas criadas a partir da fusão dos dois buracos negros viajam a 1,3 bilhões de anos e esticam o espaço em uma direção e o apertam em outra. Consequentemente, fazem isso também com tudo o que há dentro dele, já que se espalham por todo o universo.
“Nós detectamos ondas gravitacionais” disse David Reitze, diretor executivo do LIGO, recebendo uma demorada salva de palmas de todos na coletiva.
A comunidade científica internacional é unânime em considerar que a descoberta é uma das maiores das últimas décadas e é a favorita para ganhar o próximo Prêmio Nobel. O achado é chamado por alguns de o Santo Graal dos físicos modernos.
Ulrich Sperhake, físico teórico da Universidade de Cambridge que estuda a relação entre ondas gravitacionais e buracos negros, foi taxativo:
“Isto nada mais é senão o início de uma nova era na astronomia observacional gravitacional”.

As ondas gravitacionais são pequenas ondulações provocadas no tecido do espaço-tempo quando um corpo com massa é acelerado – resultam dos maiores cataclismas dos universo, como a colisão de dois buracos negros. Ou seja, a teoria pode ser comparada às ondas que se formam na água, quando se atira uma pedra. As ondas em si nunca foram vistas, mas foram previstas por Einstein. Um século depois ainda tinha sido possível demonstrar a teoria do cientista tinha razão.

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