O Ministério da Saúde vai destinar US$1,9 milhão nos próximos cinco anos, uma parceria entre o Instituto Evandro Chagas e a Universidade do Texas, para a vacina contra o vírus da zika. A iniciativa partiu da união entre o Ministério da Saúde e autoridades de saúde dos EUA em prol do combate ao vírus. A parceria foi anunciada nesta quinta-feira (11), em Brasília. 
Pedro Vasconcelos, diretor do Instituto Evandro Chagas, afirma que "Na fase dos testes pré-clínicos serão feitos testes simultâneos em camundongos no Texas e em macacos em Ananindeua, no Pará. Em procedimento padrão, se faz primeiro (testes) em camundongos e depois em macacos. Mas, estamos diante de uma situação de emergência. Desse modo, a vacina estará pronta para avaliação em humanos em 12 meses".
 Os testes simultâneos, no Brasil e nos Estados Unidos, fará com que o processo seja agilizado. O prazo não significa que a vacina estará disponível na rede de saúde em um ano. Além dos testes, será preciso o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária chegar à população.
 Via: UOL

Autoridades de saúde do estado norte-americano do Texas afirmaram que uma pessoa em Dallas parece ter passado o vírus Zika para outra pessoa através do sexo. As informações são do portal Live Science.
disseram que uma pessoa na área foi infectada com o vírus Zika depois de ter contato sexual com outra pessoa que havia retornado da Venezuela, onde o vírus está se espalhando, e estava doente. O caso foi confirmado na última terça-feira, dia 2, pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do governo federal.

“Agora que sabemos que o vírus Zika pode ser transmitido através de relações sexuais, isso aumenta a nossa campanha de sensibilização para educar o público sobre como proteger a si mesmo e aos outros”, disse Zachary Thompson, diretor DCHHS, em um comunicado. Thompson observou que a abstinência ou preservativos são os melhores métodos de prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis.

Transmissão sexual

O vírus Zika, que atualmente está se espalhando por mais de 20 países da América Central e do Sul e no Caribe – sendo esperados até 4 milhões de casos na região este ano – é geralmente transmitido por mosquitos. Mas, em casos raros, há relatos de que ele possa se espalhar através do sexo.

Por exemplo, em 2008, um cientista americano contraiu o vírus enquanto trabalhava no Senegal, e aparentemente o transmitiu para sua esposa quando voltou para casa, no Colorado. A transmissão sexual era a forma mais provável de a mulher ter sido infectada, de acordo com um relatório do caso escrito pelo cientista e seus colegas à época.
Em um estudo publicado no ano passado, os pesquisadores relataram a descoberta do vírus Zika no sêmen de um homem que estava infectado com o vírus durante o surto de 2013 na Polinésia Francesa.

O perigo do Zika

O caso de Dallas é o primeiro relato do vírus nos Estados Unidos este ano. As autoridades de saúde preveem que poderia haver pequenos surtos do vírus no país a partir da disseminação em mosquitos, mas isso ainda não aconteceu.
A infecção com o vírus Zika geralmente não causa sintomas, mas pode causar febre, erupção cutânea, dor nas articulações ou olhos vermelhos em algumas pessoas. No entanto, a maior preocupação das autoridades de saúde é com a ligação entre o Zika em mulheres grávidas e microcefalia – um defeito de nascença em que a cabeça do bebê é anormalmente pequena. No Brasil, o número de casos suspeitos de microcefalia aumentou drasticamente em 2015, ao mesmo tempo em que o país estava passando por um surto do vírus. Os pesquisadores também descobriram o vírus no tecido cerebral de crianças nascidas com microcefalia.
Por causa desta suposta conexão, nesta segunda-feira, dia 1, a Organização Mundial de Saúde chamou a ligação entre o vírus Zika e microcefalia “uma emergência de saúde pública de interesse internacional”. 

Todos os direitos reservados © 2016 Sex, Drugs and Science | Porque isso é o que move o mundo!