Dólar cai 1,32% (mas fecha em alta pela quarta semana seguida)


Um dia depois de bater recorde, a moeda norte-americana fechou com forte queda. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (22) vendido a R$ 4,111, com queda de R$ 0,055 (1,32%). Apesar da queda de hoje, a cotação fechou em alta pela quarta semana consecutiva.
Ontem (21), o dólar tinha fechado em R$ 4,166, na maior cotação desde a criação do real, em 1994. Hoje, a moeda operou todo o dia em queda. A divisa acumula alta de 1,6% na semana e de 4,12% em 2016.
A alta do dólar ontem ocorreu após a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de manter a taxa Selic – juros básicos da economia – em 14,25% ao ano. Juros mais baixos deixam de atrair capitais financeiros para o país, pressionando para cima a cotação do dólar.
O dia também foi de recuperação na bolsa de valores. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 0,81% nesta sexta-feira, encerrando em 38.021 pontos. As ações da Petrobras, que ontem tiveram forte alta, recuaram levemente hoje.

Cenário internacional

A queda do dólar foi influenciada por certo otimismo no mercado externo, devido à recuperação dos preços do petróleo e expectativas de novos estímulos econômicos na zona do euro.
"Bolsas, moedas e commodities se recuperam na última sessão da semana", escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em nota a clientes. "Ainda que não acreditemos que se trata de um alívio duradouro, deve ser capaz de encerrar melhor a semana, que continuou apresentando elevada volatilidade dos ativos de risco".
Os preços do petróleo subiam nesta sessão, com uma frente fria nos Estados Unidos e na Europa gerando expectativas de maior procura pelo combustível. A queda do petróleo nas últimas sessões vinha fazendo com que os investidores evitassem colocar dinheiro em negócios de maior risco e em países muito dependentes de matérias-primas, como o Brasil.
A recuperação do otimismo nos mercados mundiais vinha também após o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmar que o banco vai revisar sua política econômica em março, gerando expectativas de mais estímulos por lá.

Cenário brasileiro

A controversa decisão do Banco Central brasileiro de manter os juros básicos nesta semana desencadeou forte pressão sobre os negócios brasileiros e deve manter elevada a instabilidade no mercado local.
"Não dá para virar a página e começar do zero, o mercado ainda está muito desconfortável com toda a incerteza que veio com a decisão do BC", disse o operador de uma corretora nacional à agência de notícias Reuters.

Atuações do BC

Nesta manhã, o Banco Central fez mais um leilão de rolagem dos swaps (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em 1º de fevereiro, com oferta de até 11,6 mil contratos.
Esses leilões servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.

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